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segunda-feira, 21 de outubro de 2013





Capítulo 3 - Nobody came to her soon


Lucy e sua banda estavam em turnê, já haviam feito 37 shows
dos 40 que haviam na turnê.Ela podia ouvir a multidão gritando, chamando pelos BMR.
–Lucy estão te esperando, só falta você - disse o segurança.
–Tudo bem, já vou.
Qualquer um, mesmo que não a conhecesse, sabia que ela não
estava bem àquela noite. O segurança ficou preocupado, e jurou ter visto
cortes, não pequenos e sim grandes cortes no pulso da jovem.
–Está tudo bem com você Lu?
–Eu to ótima - Nisso, a voz dela já estava meio sumida,
quando você está segurando para não chorar.
Assim que subiu ao palco o show ocorreu tudo bem, parece que
ela ganhou vida novamente. Mas quando foram encerrar o show com a música Nothing left to lose, Lucy apenas desabou no microfone. Os fãs nunca a viram daquele jeito, nem mesmo seus amigos, integrantes da banda, a viram chorando daquele jeito.
Assim que saíram do palco, foram falar com Lucy, mas ela se
trancou no camarim dizendo que não queria papo com ninguém.
–Tudo bem, vamos deixar ela em paz- disse Jhonny.
Já estava na hora de entrarem no ônibus da turnê para a
próxima cidade. Todos estavam prontos, menos Lucy.
‘’Onde ela está? Quando foi a última vez que a viram? Ela
estava trancada no camarim’’, era o que comentavam.
–Eu vou atrás dela- disse Travel.
Ele arrombou a porta do camarim dela, mas não a encontrou.
Percebeu que a porta do banheiro estava trancada, e também conseguiu
arromba-la. Quando entrou lá não acreditou no que viu: Lucy estava dentro da banheira, toda molhada e cortada, com umas cápsulas de remédio jogadas no chão.
‘’AJUDA. ALGUÉM CHAME UMA AMBULÂNCIA RÁPIDO, LUCY NÃO ESTÁ RESPIRANDO.’’
‘’A cantora Lucy Ray está internada. Médicos dizem que ela
sofreu uma parada cardíaca, mas está tudo bem agora.’’ ‘’Lucy Ray poderia ter tido uma overdose?’’ ‘’Tão nova e já se auto-mutilando: será que a carreira dela ira durar?’’
Isso tudo eram notícias de dois dias depois do ocorrido.
Notícia vai, notícia vem, e Lucy foi se recuperando aos poucos, mais ainda não explicou nada do que aconteceu.
No dia em que ela recebeu alta, acordou e viu a pessoa em
que ela menos esperava vizita: nada mais nada menos que seu pai:
–O que faz aqui?- pergunta Lucy um pouco que brava.
–estive preocupado.
–é mentira, você nunca se importou comigo. Volto a
perguntar: o que faz aqui?
–Lucy...você não está bem. Precisa ir para uma clínica de
reabilitação.
–MAIS É CLARO QUE NÃO ESTOU BEM. DEPOIS DE TUDO O QUE ACONTECEU: DA MAMÃE, DE VOCÊ ME ABANDONAR, ACHA QUE EU FICARIA BEM?- Nisso,Lucy já começou a chorar.
Então seu médico pessoal entrou no quarto e disse:
–Desculpe interromper Lucy, mas seu pai está certo. Faça
isso para os que te amam, para seus fãs, para você mesma...é a melhor opção.Teremos o melhor tratamento pra você, ficará afastada apenas por 3 meses e...
–Cade o Michael?- perguntou Lucy em um tom de revolta.
–Eu...eu não sei, ele esta ocupado com o trabalho e...
–EU NÃO QUERO SABER ONDE ELE ESTÁ, SÓ QUERO ELE AQUI COMIGO AGORA. NÃO SAIO DAQUI SEM ELE ME VIZITAR ANTES.
–Tudo bem, farei o máximo que posso para encontra-lo.
Depois de umas 2 horas, o pai de Lucy entrou no quarto com
Michael. Ambos se abraçaram e começaram a chorar.
–Lucy minha linda, não chore. Está tudo bem, eu estou com
você. Por favor, você precisa ir para a reabilitação. Não se preocupe, eu te visitarei sempre que eu puder, para conversamos- nisso Lucy já sorriu. Michael secou suas lágrimas e sussurrou com sua doce voz: é uma promessa.
Horas mais tarde ela recebeu alta, e na porta do hospital
viu uma multidão de fãs chorando, sorrindo, com cartazes escritos ‘’stay
strong’’ ‘’we support you’’. Ela foi para sua casa, fez as malas, se despediu
de seus amigos da banda, que prometeram que iriam à visitar.
E como seus amigos e Michael prometeram, eles cumpriram:
todo final de semana eles iam vizita-la, e Michael então com mais frequência do que os outros. Ela recebia todo dia cartaz, flores, chocolates de seus fãs, com mensagens dizendo ‘’fique boa logo’’ ‘’te amamos’’ ‘’nunca desistiremos de você’’.
Em uma de suas vizitas, ela e Michael conversaram sobre as
novidades e tudo mais.
–Lucy, acho que você não foi totalmente honesta comigo.
–Do que você está falando Michael?
–Sabe, os seus problemas...você sabe que poderia conta-los
para mim, eu iria ajudar você. Não é pra isso que servem os amigos?
–Sim Michael, eu sei que poderia, mas não achava o momento
certo para contar apenas. Mas se quiser me ouvir, posso te contar agora.
–Estou ouvindo.



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Capítulo 4 - Ill be there to comfort you


Bem, a históriaé meio longa, mais vou resumi-la para
você: meus pais se conheceram no Brasil mesmo, meu pai lá para trabalho. Não me lembro muito bem como eles se conheceram, mais eles diziam que já foi amor a primeira vista. Eles se casaram por lá mesmo, e depois de um ano minha mãe recebeu a notícia de que estava grávida. Nessa época meu pai já queria voltar para os Estados Unidos, para começar vida nova com a família já aqui, mas não deu certo porque gestante não podia viajar de avião. Então assim que eu nasci,
eles decidiram esperar um pouco para virem para cá. Quando eu tinha 3 anos eles iriam voltar, mas também não deu certo por causa dessas coisas de visto (nunca entendi muito bem), então teriam que esperar por alguns anos. Bem, até então éramos bem felizes e...
–Quando você se apaixonou pela música?- interrompeu Michael.
–Bem, eu já ia chegar nessa parte se você não me
interrompesse- disse Lucy rindo- Onde eu estava? Ah sim... Então, meu pai sempre foi um grande fã do rock, e eu cresci ouvindo as musicas que ele ouvia. Me lembro de quando Queen veio para São Paulo e meu pai me levou para ve-los: foi o primeiro show da minha vida, e foi ai que me apaixonei pela música. Eu fiquei encantada com a paixão que Freddie Mercury cantava, Brian May tocando guitarra...era tudo tão lindo e perfeito...
–Realmente eles são muito bons- interrompeu Michael de novo- e quando você veio para os Estados Unidos?
–Michael, pare de me interromper por favor.- disse Lucy enquanto dava tapas no braço de Michael- Em fim, desde esse show eu vivia cantando pela casa, e minha mãe sempre dizia que eu sempre tive uma linda voz. Eu participava de show de talentos na escola, mais nunca ganhava (só cheguei a ganhar mesmo uma vez, cantando uma música dos Jackson 5). Dessa vez que ganhei, um professor disse que eu tinha uma voz muito boa, e disse para meus pais tentarem me colocar em um programa de tv, ou uma gravadora. Eles tentaram...e insistiram, insistiram...eu já tinha desistido desse sonho. Até que finalmente conseguimos voltar para os Estados Unidos, e meu pai disse que aqui seria mais ''fácil'' de entrar numa gravadora. Com 10 anos voltamos para cá...depois de muito um ano insistindo eu finalmente consegui entrar nesses programas de talentos da televisão...e como ganhei, consegui contrato com a gravadora.
–Nisso você já tinha 12 anos certo?
–Isso mesmo.
–Entendo. Desculpe a pergunta, mais e sua mãe? Sabe, sempre quando falo nela você muda de assunto, ou fica quieta...nunca mais a vi e...
–Michael, minha mãe morreu.
Nesse momento ficou um silêncio sobre o quarto. Michael ficou um pouco sem graça, porque não sabia de nada. Depois de uns segundos (que pareceram horas) Lucy disse:
–Nunca te disse nada porque..bem...era difícil pra mim assumir isso. Ela morreu no meio das gravações do meu filme, quando eu tinha 14 anos ainda.
–Eu sinto muito, realmente não sabia de nada...Lucy, por favor me desculpe.
–Tudo bem Michael, você não tem culpa de nada. Realmente, ninguem sabia, só as pessoas da minha família. Não queria que isso virasse uma notícia mundial.Bem, foi depois disso que meus problemas realmente começaram.
–Como assim?
–Meu pai sofreu muito com a perda da minha mãe (obviamente). Ele saia para beber todas as noites, chegava em casa e chorava...e depois me batia... dizia que era tudo culpa minha. Dizia que ela teve essa doença na minha gravidez, mas nunca disse nada para mim porque não queria me preocupar. Meu pai dizia que se eu não tivesse nascido minha mãe ainda estaria aqui. Depois disso, nós sempre brigávamos, e então ele decidiu que não dava mais: não podíamos morar no mesmo teto. Então, foi aí que ele me deixou sozinha. Um pai deixar uma garota de 15 anos morar sozinha. Pode uma coisa dessas?
Lucy já começou a chorar, então Michael a abraçou:
–E como se não bastasse, minha vida amorosa: descobri que Jhonny tinha me traido. Nós nos amávamos muito Michael... parece que as pessoas que eu mais amo nunca ficam na minha vida.
–Tudo bem Lu, eu estou aqui. Eu ficarei. Não importa o que aconteça. Lucy, olhe pra mim: Eu nunca vou te deixar, sempre estarei do seu lado. Você não está sozinha Lu.

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