Capítulo 7 - A feeling so true
–Eu sabia que você iria voltar logo, não consegue ficar longe de mim.- dizia Ryan para Lucy.
–Na verdade sentia falta da minha cama.
–Ah, é assim? Tudo bem então, estou indo embora.- dizia enquanto levantava da cama.
–Não Ry, você sabe que estou brincando. Fique aqui por favor.
Lucy chegou em casa na noite anterior, e logo de manhã ligou para Ryan ir vê-la, e ficaram a tarde inteira juntos na casa dela:
–Tem certeza que está tudo bem?
–Sobre o que?
–Sobre o show... eu e Michael...
–Lucy, por favor. Se você disse que não teve a intenção, acredito em você. Agora venha aqui, estava sentindo falta de te beijar.
Eles deitaram na cama e se beijavam, Ryan beijava seu pescoço e passava a mão em seu corpo, mas ela começou a evitar beijos dele e se levantou:
–Qual é o problema Lu?
–Nenhum.
–Como nenhum? Está estranha desde essa manhã que viu na TV notícia sobre o show. Se você queria continuar lá com Michael, tudo bem por mim...
–Ryan para. É que, eu só...
–Você o que?
Lucy ficou quieta, Ryan sabia muito bem o que vinha em seguida:
–Não está querendo dizer que ama ele, não é?
–Não sei.
Ryan levantou da cama, ficou andando de um lado para o outro com as mãos sobre a cabeça:
–Ryan, me escute: eu amo você, mas, eu não sei...acho que você merece algo melhor do que eu.
–Está querendo terminar comigo?
–Não, estou querendo dizer que quero um tempo. Só para colocar meus pensamentos em ordem.
–Desculpe Lu, mais essa coisa de tempo não existe para mim. Acho que você fazer o melhor para você. Se acha que Michael é o melhor, então fique com ele.
–Esse é o problema. Não sei qual é o melhor.Não quero magoar nenhum de vocês, mas já estou fazendo isso.- Ela sentou na beira da cama e ficou pensativa. Ryan sentou de seu lado, ergueu seu rosto e olhou no fundo de seus olhos:
–Faça o que achar melhor. Eu aceitarei a sua decisão.
–Mas, tem certeza que não ficará bravo?
–Não, triste apenas. Mas eu te amo muito, e tenho que te deixar livre.
Lucy deu abraço nele:
–Ryan, eu sinto muito. Você vai encontrar alguém que te dê valor, alguém que você mereça, que te ame de verdade.
–Talvez eu não queira. Talvez eu queira só você. Lucy, seja qual for sua decisão, eu a aceitarei.- Ele se levantou e deu um beijo em sua testa.- Espero que seja feliz.
Meses depois Michael estava de volta, mais Lucy começou a dela semanas depois. Eles conversavam por telefone sempre que dava:
–Odeio turnês. Graças a Deus já estou de volta. Espero vê-la em breve Lu.
Assim que a turnê de Lucy acabou e ela já estava de volta, Michael a convidou para ir em Neverland. Michael a buscou em sua casa, e chegaram nos portões de Neverland uma carruagem os pegou:
–Nossa Michael, aqui é lindo mesmo.
–É sim, estava louco para te mostrar aqui. Hoje vamos fazer um tour por aqui, vou te mostrar tudo, e você vai andar nos brinquedos comigo.
–Desde que não sejam tão altos, por mim tudo bem.
Aquela tarde foi muito boa para reter todo o ''estresse'' da turnê. Eles visitaram o zoológico, andaram nos brinquedos. Eles estavam na beira de um dos lagos, fazendo um piquenique:
–Então Lucy, como vai seu relacionamento cm Ryan?
–Não te contei? Nós terminamos.
–Jura? Quando? Por que?
–Como você é cara de pau Mike, não sabe nem disfarçar que ficou feliz com a notícia.- Disse Lucy enquanto atacava uma uva nele.
–Não fiquei feliz, fiquei apenas...
–Tudo bem, você não precisa dar satisfação. Nós terminamos assim que voltei de sua turnê. Eu estava confusa e tudo mais.
–Ah, sinto muito. Sinto que metade da culpa disso foi por minha causa.
–Que isso, você não tem nada a ver com isso Mike.
–Bem, se você diz. Lucy, quero te fazer um convite: amanhã terei uma premiação de filmes para ir. Quer ser minha acompanhante?
–Ah Michael, me sinto honrada.- dizia enquanto estendia sua mão para ele, e Michael a beijou.
–Tudo bem, amanhã passo na sua casa as 9 para te buscar de limosine.
–Tudo bem.- Ela se levantou da grama e puxou Michael.- Vamos apostar corrida até aquela árvore? Quem perder tem que pular na piscina.
Então eles ficaram brincando por lá a tarde toda, como duas crianças. E depois ficaram observando o pôr-do-sol encostados em uma árvore, Lucy com a cabeça encostada no colo de Michael. E ficaram assim, até ela cair em um sono.
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Capítulo 8 - Whatever happens..just dont let go my hand
No dia seguinte Michael ligou para Lucy, para relembra-la do compromisso a noite:
–Não vou esquecer. Até as 9:00.
Já era 7:00 horas, e Lucy começou a se arrumar. Tomou banho, e deixou seu vestido separado:era o vestido de sua mãe, muito lindo de fato. Ela saiu do banho e colocou o roupão e começou a fazer a maquiagem e o cabelo. De repente ela ouviu barulho da porta principal se abrindo, mas achou que fosse a empregada:
–Margaret, já está indo embora?- Ninguém respondeu. Ela terminou o cabelo e a maquiagem, e colocou seu vestido. Já eram 8:30, então ela ficou em seu quarto esperando Michael chegar. Ela estava em frente a penteadeira, e no reflexo do espelho viu alguém parado na porta, mais não podia acreditar que fosse verdade: seu pai estava lá.
Ela se levantou e foi até a porta:
–Olá princesa. Poxa, você é surda não? Estava lá embaixo te chamando.
–O que faz aqui?
–O que? Um pai não pode mais visitar mais sua filha? Estava querendo isso desde que saiu da reabilitação, mas você é uma garota tão ocupada.
–E desde quando se preocupa comigo? Afinal, agora você tem uma outra família não?
–Mais você continua sendo minha filha e...
–Eu não sou sua filha.- Nisso se seguiu um enorme silêncio. Então ele perguntou:
–Você está igualzinha sua mãe. Aonde vai?
–Sair.
–Com seu namorado?
–Não tenho namorado. Afinal de contas, como entrou aqui?
–Eu ainda tenho a chave dessa casa, entrei pelos fundos. Você precisa trocar a maçaneta não?
–Essa casa é minha agora. Se me der licença, estou atrasada.
–Lucy,espere.- ele segurou em seu braço.
–Tire suas mãos de mim.- Nisso ela já estava falando em um tom mais alto. Ela desceu as escadas, e foi até a sala.
–Letícia Gomez não dê as costas pra mim quando estiver falando com você.- Até ai eles já não falava, e sim berravam.
–Ninguém mais me chama assim. Ou o que? Vai me bater como antes? Bem, vai em frente. Engraçado é que pelo menos dessa vez não está bêbado.
O pai dela ficou vermelho de raiva, ergueu a mão e deu um tapa na cara dela.Quando ela virou, viu outra coisa que a deixou um tanto quanto envergonhada: Michael estava parado na sala. O pai dela olhou na mesma direção, nenhum dos dois havia percebido a presença de Michael até esse momento:
–Quer dizer que seu namorado é o famoso Michael Jackson? Nossa, você está vendo essa vadia apanhar e não vai fazer nada? - Ele pegou nos seus braços e a jogou no chão.Michael acelerou o passo em direção a ele e deu um soco na cara dele, foi tão forte que ele caiu ficou tonto por uns segundos, e seu nariz começou a sangrar. Michael ajudou Lucy a se levantar do chão:
–Está bem?Já pego gelo para você.
–Eu...obrigada.
O pai dela ficou parado olhando para eles:
–Parabéns Lu, seu namorado não é tão covarde, e nem viado como dizem por aí.
–Saia daqui agora, seu covarde. E deixe Lucy em paz. Nunca mais volte aqui.- Gritava Michael.
Depois disso gerou um silêncio, o pai dela se aproximou e deu um abraço nela:
–Sinto muito.Te deixarei em paz para sempre, nunca mais aparecerei na sua vida. Está feliz?
–Apenas saia daqui.- A voz dela estava meio sumida. Então ele saiu.
–Lucy meu bem, olha pra mim. Vou buscar gelo.
–Faça isso por favor.
Michael chegou com uma bolsa de gelo e colocou no rosto dela:
–Estava aqui há quanto tempo?
–Cheguei naquele exato momento.
–Não esperava que você viesse tão cedo. Obrigada por me proteger Michael.-Eles se abraçaram. E assim ficaram por um tempo.
–Não precisa agradecer.Lucy, eu sempre estarei do seu lado para te proteger.
–Michael...meu anjo da guarda.
***
–Acho melhor não sairmos hoje. Eu fico aqui cuidando de você.
–Não Mike, não vai perder a noite por causa de mim. Eu estou bem, juro. Posso ir com você.
–Mas e enquanto seu rosto? Ele vai ficar roxo.
–Nada que uma maquiagem não resolva.
Lucy conseguiu disfarçar o roxo que ficou perto de seu olho.Eles já estavam um pouco atrasados, mas mesmo assim foram. Quando chegaram, obviamente repórteres perguntavam se eles estavam juntos:
–Não, ela é apenas minha acompanhante essa noite.- Dizia Michael.
A noite ocorreu tudo bem. Michael ganhou um prêmio por seu filme Moonwalker. Quando acabou, ficaram um pouco, mais Michael achou melhor irem embora. Chegaram na porta da casa de Lucy:
–Bem, boa noite.
–Mike, posso e pedir uma coisa?
–Claro, qualquer coisa.
–Passe a noite comigo? Não quero ficar sozinha.
–Passo sim, sem problemas. Mais não tenho roupa parar dormir. Podemos ir para minha casa?
–Sim, acho melhor.
Então eles foram. Michael emprestou umas roupas dele para ela. Eles assistiram filme bebendo leite e comendo cookies. Assim que acabou, Michael preparou colchão para ele dormir e arrumou a cama para ela:
–Não estou com sono. Está a fim de conversar?
–Sim, ótima ideia.
Michael se aproximou dela para examinar seu rosto:
–Seu olho está inchando, amanhã vai ficar bem feio. Quer gelo?
–Não precisa Mike, obrigada.- Lucy deitou na cama, suspirou bem fundo como se estivesse bem cansada.- Sabe, acho que você deve ser o único que me entende. Acho que nem você me entende.
–Sobre o que?
–Em questão de pais, sabe? Você não conhece seu pai como queria, nem eu.
–Ah, sobre esse assunto. Eu realmente não conheço meu pai como queria. As surras que ele me dava...
–Mas pelo menos ele fazia isso por amor. Era a forma dele demonstrar amor por você. E você seria o que é hoje sem o que ele fez? E bem, pelo menos....- Lucy começou a chorar - pelo menos você tinha a sua mãe para te apoiar. Depois que perdi minha mãe, perdi minha família. E eu me pergunto: por que? Por que meu pai me tratou diferente? Quer dizer, ele nunca me amou de verdade não é? Eu só queria que pelo menos ele demonstrasse isso antes.
–Lucy, as vezes esse é o jeito dele.
–Que jeito? Abandonar a filha? Deixar ela sozinha no mundo justo quando ela mais precisa de alguém? Ele me deixou sozinha Michael...
–Não completamente. Eu estou aqui Lu. - Eles se abraçaram, e juntos começaram a chorar. Michael começou a sentir toda a dor dela. Ela deitou no colo dele, e chorou, chorou, chorou...até pegar em um sono.
Depois ela acordou com Michael a chamando:
–Lucy, já são 5 horas. Deixa eu ir pro colchão.
–Não Mike, durma comigo. Preciso do seu abraço.-Eles ficaram deitados na cama, Michael a abraçando por trás.- Michael, me prometa uma coisa? Prometa que não importa o que aconteça, não vai me deixar.
–O que quer que aconteça - sussurrou em seu ouvido - não largarei sua mão.

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ResponderExcluirQue fofo!