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quarta-feira, 6 de novembro de 2013




Capítulo 29 - A day in the life


17 de maio de 1997. O bebe já estava prestes a nascer. Paul e sua namorada, Isabela, saíram de seu apartamento na Califórnia e foram para Neverland, porque a criança podia nascer a qualquer momento, e era necessário Paul acompanhar isso.
Estava em Neverland Michael, Lucy e Paul (apreensivos e nervosos ao saber que o bebe nasceria a qualquer momento).
-Onde está Isabela?
-Foi visitar sua família que mora em Hollywood, ela volta em três dias.
-Acabei de receber uma ligação da Sony.- disse Michael.- Querem que eu vá lá agora para resolver sobre minha turnê.
-Você não pode sair agora. Lucy está passando mal, acho que a criança vai nascer ainda hoje.
-Eu sei Paul, mas eu prometo que vou rápido.  Primeiro vamos fazer uma pequena reunião, depois alguns estilistas vão fazer alguns toques finais nas roupas. Nisso você pode me ajudar, não é Lu?
-Quer que eu vá junto com você?- perguntou Lucy, com uma voz de cansaço.
-É, seria legal se você me ajudasse dando sua opinião. Assim que a reunião acabar eu posso ligar para você e Paul te leva até lá, o que acha?
-Acho que não é uma boa ideia Michael. Ela não está em condições para sair. - Ambos olharam para ela, que parecia estar com dores.- O que você acha?
-Bem. - ela estava meio em duvida da resposta que iria dar.- Acho que posso fazer uma pequena força.
Michael então saiu, deixando os sozinhos. Ela resmungava de dor, e Paul sempre perguntava ‘’quer um pouco de água?’’ ‘’acho melhor irmos ao médico’’ mas ela sempre discordava. Uma hora depois o telefone tocou, e Michael disse que eles já podiam ir. Paul guiou Lucy com cuidado até a limusine, e saíram.
Eles levaram cerca de 20 minutos até chegarem ao departamento da Sony. Ao entrarem a secretária disse que Michael ainda estava em reunião, mas logo ela já acabaria, e pediu para eles esperarem sentados.
-Mas esse Michael, nem deveria ter ligado aquela hora.- resmungava Lucy.- Eu preciso de um pouco de ar, vou esperar lá fora.
-Tudo bem, vou junto.
-Paul eu não preciso de uma babá.- dizia dando risada, mas ele ignorou. Era uma tarde ensolarada, com doces brisas. Ela se espreguiçava, sentindo a brisa balançar seus cabelos.
Paul estava colocando as mãos em seus bolsos para pegar um cigarro, mas foi interrompido por um barulho ensurdecedor, era como um estralo, parecia barulho de fogos, só que mais assustador. Aquilo o assustou, mas não tanto como a imagem que ele iria ver: Lucy caindo em seus braços, e em suas vestes mancha de sangue. Ela havia sido baleada, bem na barriga.
Michael's point of view
Aquela reunião não acabava nunca, Lucy e Paul já devem estar loucos de tanto esperar. De repente fomos interrompidos por um barulho, parecia de fogos, mas disseram que era de tiro. Peguei o elevador correndo pensando o pior, mas deveria ser otimista. Vi uma multidão lá embaixo, estavam cercando alguém, provavelmente a vitima baleada. Então ouvi alguém comentando ‘’A ambulância está demorando muito para chegar. Aguente firme Lucy.’’
Eu não acreditei no que disseram. Me adentrei naquela roda e vi Paul a segurando no colo, sua camisa estava ensanguentada, e uma mulher segurando na mão de minha amada. Vi desespero em seus olhos, e ao olhar para aqueles belos olhos verdes em desespero, já senti as lágrimas em meu rosto.
-Aguenta firme Lu, a ambulância já esta chegando. Você vai sair dessa.- passei minhas mãos sobre seu rosto, segurei em suas mãos e as beijei.- Aguenta firme.
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Capítulo 30 - Gone too soon


Não demorou muito até a ambulância chegar. A colocaram cuidadosamente em uma maca, Paul sentou-se na frente, enquanto eu estava atrás segurando na mão da minha pequena. Via paramédicos de um lado para outro, falando coisas que não entendia nada. Apenas consolava minha Lucy com palavras do tipo ‘’tudo vai ficar bem’’ ‘’aguente firme’’ ‘’eles sabem o que estão fazendo’’. E numa voz fraca ela disse:
-Michael, se algo acontecer comigo, lembre-se: estarei sempre com você.
Eu queria dizer alguma coisa, queria dizer que nada ia acontecer, mas apenas me engasguei com as palavras e comecei a chorar. Então uma mão pousou sobre meus ombros, vi e era um paramédico, dizendo coisas que não estava entendendo. Então o interrompi:
-Por favor, vá direto ao ponto.
-Senhor Jackson, só podemos salvar um: ou ela ou a sua filha. Você que decide.
Ouvir aquelas palavras deixou meu coração em pedaços, me senti totalmente sem chão aquele momento. Olhei mais uma vez nos olhos de Lucy, aqueles olhos em que eu sempre encontrava força, encontrava abrigo, aqueles olhos estavam se apagando. E mais uma vez perdi as forças e comecei a chorar, baixei a cabeça e chorei muito.
-Salvem a senhoria Ray.- Olhei para o lado e essa voz viera de Paul, seus olhos também estavam brilhando, deveria estar fazendo de tudo para não chorar.- Haja o que houver, façam de tudo para a manter viva.
Aquilo também deveria estar sendo muito difícil para ele. Ou seria a minha esposa que partiria ou a nossa filha, a filha dele. Chegamos ao hospital, e a levaram imediatamente até a UTI, tentei entrar, mas não deixaram. Aquilo me deixou muito furioso, era minha mulher, eu precisava ficar do seu lado. Eu havia prometido que estaria sempre ao seu lado. Pensar nessas coisas me fez chorar de novo, de repente senti uma mão em meus ombros, olhei para trás e era Paul, então o abracei.
-É tudo minha culpa. - dizia em meio às lágrimas. - Não devia ter pedido para vocês virem.
-Não é sua culpa, ninguém é culpado de nada.
-Quem fez isso?- Nisso já sequei minhas lágrimas, de repente estava ardendo de raiva. Paul fez sinal de negatividade com a cabeça, ele ia falar uma coisa, mas o interrompi. - Eu juro que quando descobrir quem fez isso com ela irei matar esse desgraçado. Ouvi uma enfermeira chamando meu nome, e disse que eu podia ir até a sala onde de cirurgia. Deram-me luvas, máscaras e um jaleco. Preparei-me psicologicamente para aquilo, porque sabia que iria me destruir ver a mulher que amo naquele estado. Ao entrar, vi várias agulhas em seus braços, sangue para todo o lado, era até difícil enxergar Lucy em meio a tantos aparelhos. Aproximei-me dela, estava inconsciente devido as anestesias. Mas isso não ia me impedir de falar com ela, e sussurrava em seu ouvido:
-Lucy, eu sei que você está me ouvindo. Aguente firme, tudo isso vai passar.
De repente ela abriu, olhou pra mim e deu um sorriso. Ver ela naquela situação e mesmo assim dando um sorriso me deu esperança. Ela tentou dizer alguma coisa, mas estava muito fraca. Li em seus lábios as palavras ‘’eu te amo’’, beijei suas mãos e disse ‘’eu te amo mais.’’ Então ouvi vários médicos dizendo várias coisas ao mesmo tempo, mas a única coisa que consegui entender foi ‘’preparem-se, vai nascer agora.’’ Lucy segurou em minha mão e a apertava forte, eu pude ver que ela estava com medo. Eu queria chorar, mas tinha que me mostrar forte para ela, ela precisava daquilo. Então ela começou a gritar, quanto mais gritava mais forte apertava minha mão. Estavam fazendo o parto, pedindo para ela fazer força. ‘’Ela não consegue fazer força, está muito fraca. ’’ Eu olhei bem no fundo de seus olhos, e passava a mão sobre seu rosto.
 -Eu sei que está sendo difícil pra você, mas, por favor, tente fazer força. Você é forte, lembre-se disso.- E em meio aos berros e lágrimas ela fazia força, e enfim o bebe saiu. Mas assim que isso aconteceu ela soltava minha mão aos poucos.
- Parabéns senhor Jackson, vocês tem uma bela filha. Mas precisamos leva-la para tenda de oxigênio o mais rápido possível.
-Você conseguiu, sabia que conseguiria. - Olhei para seus olhos, estava muito inconsciente, ela deu um ultimo sorriso para mim e tentou dizer algo, mas só o que saiu de seus lábios foi ‘’cuide de nossa pequena’’, e fechou os olhos. Ouvi o monitor cardíaco, estava parando. – Lucy? Lucy por favor, não me deixe. Aguenta firme. Vi médicos virem para cima, pedindo para me afastar. Tudo aquilo era inútil. Depois de várias tentativas, vi que o monitor não mudará.
17:43. O horário do óbito. Minha pequena Lucy, estava morta.

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