Dei um ultimo beijo em minha amada, antes que ela fosse mandada ao necrotério, e depois preparassem seu corpo para o velório. Eu não estava acreditando que tudo aquilo estivesse realmente acontecendo. Saí daquela maldita sala, e lá fora dei de cara com Paul e Denise. Como contar para eles? Mas acho que pela minha cara eles já sabiam o que aconteceu, e então Paul não segurou mais as lágrimas, e chorou. Denise o abraçou, também em meio às lágrimas.
Eu me sentei e baixei a cabeça. Eu havia planejado uma vida inteira ao seu lado, nos imaginava criando aquela filha juntos, trocaríamos suas fraldas, ela a amamentaria. Depois a veríamos tentando andar, até que soltássemos suas mãozinhas e ela estivesse finalmente andando, depois correndo, num futuro próximo andando de bicicleta, e quem sabe, futuramente, dançando tão bem quanto Lucy dançava. Teríamos muitos filhos, adotaríamos um de cada raça, veríamos a mais velha indo para faculdade, e pouco a pouco, cada um seguiria sua vida. Até ficarmos de novo, apenas eu e minha Lucy, velhos, mas felizes. Mas tudo isso acabou, nada disso iria acontecer, seriam apenas sonhos. Senti alguém me puxando para me levantar, não enxergava direito porque meus olhos estavam cobertos de lágrimas. Era Denise, ela me abraçou forte. Em seguida veio Paul, não dizia nada, apenas me abraçava.
Depois de um tempo veio uma enfermeira dizendo que eu podia ver minha filha. Era tão pequena, assim como minha Lucy, minha pequena. A segurei cuidadosamente, ela era a única coisa que havia me restado.
-Você tem uma filha muito saudável. Felizmente quando sua esposa foi baleada ela não foi atingida. - Lembrei de que no inicio da gravidez Lucy usava drogas, e sabia que aquilo iria causar sequelas na minha filha. Mas não importava, estava disposto a cuidar dela. - Qual é o nome dela?
-Bem. - Fiquei pensativo. - Paul iria escolher o nome.
-Não, escolha você.- Ele sorriu para mim, eu o retruquei.- Não sou criativo para essas coisas.- disse rindo.
-Então, ela vai se chamar Letícia. - Paul me olhou curioso, acho que não entendeu o porquê daquele nome tão estranho na América. - Ela vai ter o mesmo nome da mãe, o verdadeiro nome de Lucy.
End of Michael's point of view
Quatro meses se passaram. Michael realmente não sabia o que seria dele sem o apoio de sua família, de seus amigos, de Paul, e principalmente, de seus fãs. Mas às vezes, quando se de encontrava sozinho, ele chorava.
Um dia estava cuidando da pequena Letícia, estava sozinho. Havia a colocado para dormir, cantava uma música de Lucy, e ela adormeceu. Continuou cantando, e veio a memória lembranças dela cantando essa música em shows, de seu sorriso, e começou a chorar. Nunca iria superar isso, por mais que tentasse. E então começou a repetir para si mesmo ‘’eu não sei por quanto tempo irei aguentar. ’’ Ele sentiu uma brisa soprar por aquele quarto, ergueu a cabeça e não pode acreditar no que viu: era Lucy, estava irradiante, parecia até...um anjo.
-Devo estar delirando.
-Não, não está. - Sua voz estava mais doce do que de costume. - Mas se achar melhor, pode pensar que eu sou apenas um fruto da sua imaginação. Mas eu sou real. – Ela via surpresa, duvida e um certo medo no olhar de Michael.- Você não pode me tocar, mas eu sou real.
-Por que está aqui?
-Vi que estava perdido. Sempre que se sentir assim, eu irei aparecer para você. Sei que isso tudo pode parecer confuso para você, então explicarei melhor. Sou sua protetora, como um anjo da guarda. Sempre que estiver triste, perdido ou sozinho, eu estarei do seu lado. ‘’ You are not alone, I am here with you. Though we're far apart you're always in my heart’’.
Ao ouvir isso, Michael foi em sua direção e começou a chorar.
-Você tem que voltar, por favor, não me deixe.
-Eu nunca te deixarei. E isso que está me pedindo é uma coisa impossível. - Ouvir isso o fez chorar mais ainda.- E também irei te pedir uma coisa impossível: tem que me esquecer.
-Te esquecer? Nunca.
-É preciso. Você tem que seguir sua vida a diante, pelo seu bem, pelo bem das pessoas que convivem com você. Pela nossa pequena Letícia. Agora me prometa uma coisa: prometa-me que você vai tentar me esquecer? Promete que vai seguir sua vida a diante?
-Sem você é impossível.
-É possível. E como eu disse: eu sempre estarei com você, sendo na memória ou no coração, nunca te deixarei. - Ela o abraçou, e ele retribuiu forte, tentou dar um beijo em seu rosto mas ela se afastou, e andou em direção a janela.- Eu tenho que ir agora.
-Quando irei te ver de novo?
-Quando você precisar. Apenas chame meu nome, e eu estarei aqui.- E assim como chegou, de repente ela foi embora.
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Capítulo 32 - For all time
Assim como prometido, sempre que Michael precisava, Lucy aparecia para ele, o que fazia com que ele continuasse a seguir em frente. A pequena Letícia crescia saudável, tinha o olhar e o jeito de Paul, mas o sorriso e os olhos de Lucy. Felizmente ela não teve nenhuma sequela devido às drogas que Lucy usou durante a gestação, e aquilo para os médicos era uma coisa impossível, como eles diziam, um milagre.
A policia investigou esse assassinato, e depois descobriram o assassino: era uma fã de Michael, que não podia se conformar que não era casada com Michael. Matou Lucy porque, segundo ela, se Michael não a conhecesse, os dois estariam casados. Ela foi condenada a prisão perpétua. Michael já havia visto essa mulher antes acampando na porta de Neverland, e segundo ele, não era uma fã, era uma louca, psicopata.
Em 1999, Michael e sua filha fizeram uma viagem com Paul e Isabela (que agora eram casados), para relaxarem. Foram para Londres, e lá, Michael conheceu Emanuele: era uma mulher linda, engraçada, inteligente. Eles saiam algumas vezes, e logo, Michael estava apaixonado. Ele evitou pensar assim, mas lembrou-se da promessa que fez a Lucy. Em 2001 eles se casaram, e tiveram um filho, que chamaram de John. Nesse ano ele lançou o álbum Invincible, do qual todas as músicas foram inspirado em seus filhos, e em Emanuele, seu novo amor. Ele era muito feliz com essa nova vida
3 de outubro de 2007. O céu ainda estava escuro, mas Michael e Letícia já estavam de pé. Letícia sabia que nessa data, ela e seu pai sempre saiam de madrugada e iam para uma praia deserta, e ficavam lá até o por do sol, mas ela nunca soube o porquê disso, mas gostava. Ao chegarem à praia, Michael a acordou, e ficaram andando na praia.
-Papai, por que você sempre vem pra cá nessa data? Disse que um dia iria me contar.
-E eu vou. - Michael suspirou, olhou para os olhos de sua filha, cada dia se parecia mais com a mãe. Ele contou da promessa que fez pra Lucy, de que sempre iriam para aquela praia, em prova de que o amor deles nunca iria morrer. - E toda vez que eu lembro esse dia, dessa promessa, eu posso senti-la. Não sei se vai entender isso.
-Eu queria ter conhecido ela.
- Ela era... perfeita. No momento só consigo descrevê-la dessa maneira. Era uma mulher forte, batalhadora.
-Sente muita falta dela?
-Sim. Mas ela sempre está comigo. Carrego a dentro do coração. Sempre que me sinto triste, posso senti-la me consolando. Às vezes a vejo em meus sonhos.
-Quer dizer então, que ainda a ama?
Michael deu uma risada para ela, observou o Sol que já estava nascendo, suspirou e disse:
-Eu a amarei até o fim dos tempos.
Notas Finais
Espero que tenham gostado dessa fic :)

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