Capítulo 7 - Capítulo seis
Depois desse dia, Michael não parava de pensar nas palavras que ela disse sobre ela e Paul. Quer dizer, por mais que Paul fosse seu amigo, ele sabia que ele não valia a pena. Ele era o típico homem que parte corações de mulheres. Mas Lolita não era uma mulher, era só uma adolescente, uma criança. Ele estava realmente muito preocupado com ela, mas não sabia o motivo da preocupação. Ele também não parava de pensar naquele maldito jantar, no beijo deles.’’ Será que estou gostando dela? Bobagem Michael, você é um homem, e ela uma criança’’ ele pensava consigo mesmo.
Lolita evitava Michael na casa, durante suas aulas ela apenas dançava e depois ia embora, provavelmente ficar com Paul. Ela mesma já chegará a dizer a Michael que ambos estavam apaixonados. Até quando aquilo iria durar? Paul não gostava dela, e ela não o merecia, ela merecia alguém que a tratasse bem. ‘’Alguém como eu’’ pensava Michael.
O dia de sua apresentação se aproximava. Ela cantaria nada mais nada menos que um dos maiores sucessos de Marilyn: Diamonds Are A Girl's Best Friend. Um dia ela estava ensaiando seus últimos passos com Michael.
-Está perfeito Lolita – disse Michael assim que a musica parou – sinceramente, acho que não temos mais o que ensaiar. Chame Paul, vamos passar os passos e você cantando tudo junto, pode ser?
E assim ela o fez. Ambos professores a observavam cantando e dançando, e ficaram orgulhosos com o trabalho que haviam realizado na garota. Ela realmente tinha muito talento, e se sairia muito bem.
-Fantástico – Paul levantou e a aplaudiu – está até parecendo à própria Marilyn.
-E não é essa a intenção dela? – Michael disse em um tom um tanto quanto sarcástico.
-Francamente Michael, não comece.
-Não começar com o que Paul? A dizer a verdade?
-Ela só esta se apresentando para nós. Não seja tão duro com ela, deveria ficar orgulhoso.
-Do jeito que você fala até parece que você se preocupa com ela. Qual é Paul, todos nós sabemos o que você realmente quer dela. Só vai usa-la para satisfazer seus desejos de homem, e depois vai larga-la. Não vai passar de mais uma vadia que você ficou.
Paul franziu o cenho quando Michael terminou essa frase. Ambos olharam para o lado e lá estava Lolita, com os olhos cheio de lágrimas. Ela saiu daquela sala correndo.
-Belo trabalho Paul. – ele estava indo atrás dela, mas Michael o segurou pelo braço.
-Por que esta fazendo isso Paul? Fingindo que se preocupa com ela, ela está até chegando a pensar que você gosta dela.
-Tudo isso é ciúmes Michael? Ora isso não é necessário, até porque como você mesmo disse, logo eu irei larga-la. Ela só é mais uma na minha lista. Mas ela é ingênua demais para perceber isso. – ele deu um sorriso irônico e saiu daquela sala.
Michael foi embora para sua casa, e só à noite Lolita chegou. Ele estava sozinho na mesa jantando quando ela apareceu.
-Quem te trouxe até aqui?
-Quem você acha?
-Sente-se, sua comida vai esfriar.
-Estou sem fome.
Ela estava com uma cara muito séria. Michael se levantou e a abraçou.
-Me desculpe por tudo que eu disse hoje, eu não queria dizer aquilo. Talvez Paul tenha razão, talvez tudo isso seja só ciúmes.
-Ciúmes Michael? Ciúmes de que? Você nem sequer gosta de mim.
Ambos ficaram quietos, e Michael deu um suspiro.
-E como você tem certeza disso? E se eu dissesse que você pode estar errada?
Ela arregalou os olhos e se afastou dele, partindo o abraço.
-Quer dizer que você..gosta de mim? Não me acha uma vadia?
-Eu gosto da verdadeira Lolita. Não dessa garota que você esta tentando ser. Eu gosto daquela Lolita cheia de sonhos, extrovertida. E não dessa garota que você se tornou.
Ele deu um beijo em sua testa e saiu. Ela segurou em seu braço e o puxou para perto. Eles se aproximavam cada vez mais, até seus rostos estarem totalmente colados um no outro. Logo eles se beijaram. Não foi como o beijo que eles deram da outra vez, dessa vez podia sentir uma paixão vinda de ambos. Ela partiu o beijo com um sorriso.
-Quer saber de uma coisa Michael? – ela colocava a mão em sua nuca e a acariciava – eu fiz tudo isso para lhe causar ciúmes. Desde o inicio é de você que eu gosto, é você que eu quero.
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Capítulo 8 - Capítulo sete
Lolita e Michael voltaram a se falar normalmente. Cada dia que se passava Michael tinha certeza que gostava dela. É claro que ela ainda tentava seduzi-lo, mas ele evitava ter relação sexual com a garota. E com isso, infelizmente ela voltava para Paul. Ela gostava de Michael, mas era com Paul que ela sempre acabava transando. Chegou a um ponto que ele começou a obriga-la a isso.
***
O dia da apresentação finalmente chegou. Sua apresentação seria na famosa Broadway, em New York. O lugar estava cheio de gente, o que deixou um nervosismo tomar conta de Lolita.
-Respire fundo – Michael massageava os ombros da garota para acalma-la – vamos para seu camarim, você precisa se trocar.
-Eu já vou. Antes preciso procurar Paul para resolver umas coisas.
-Tudo bem, te espero lá.
Enquanto Michael ia para o camarim, viu nos corredores Paul com uma mulher. Ela dava risadinhas de qualquer coisa que ela dizia.
-Hey Paul, Lolita está te procurando.
-Diga para aquela pirralha esperar que estou ocupado.
Ele começou a beijar aquela mulher. Michael ficou furioso ao ver aquilo. Ele pegou na gola de Paul e o atacou contra a parede.
-Escuta aqui seu filho da puta, é melhor tomar cuidado com o que diz sobre ela. Ela não é seu brinquedinho sexual, está entendendo?
-Michael, está tudo bem aqui? – ambos olharam para o lado e Lolita estava lá, com uma cara um tanto quanto assustada – está tudo bem Michael, eu cuido disso. Pode nos dar um tempo a sós?
Ele concordou com a cabeça e entrou no camarim da garota.
-Então, essa é sua nova namorada? – Lolita fez um sinal com a cabeça apontando para a mulher que Paul havia beijado – será que ela não entendeu o que eu quis dizer com ‘’a sós?’’
-Não se preocupe querida, depois nós nos vemos. – ele beijou aquela mulher e ela saiu, olhando para Lolita dos pés a cabeça. Paul dava uma risada ironica – Viu o jeito que Michael a protege? Ele realmente acha que você sente algo por ele ou o que?
-E o que isso tem a ver com você McCartney?
-O que isso tem a ver comigo? – ele se aproximava dela e segurou em seu rosto com força – você é minha, se esqueceu?
-Até onde eu saiba eu não sou nenhum animal que tem dono. – ela tirou suas mãos de seu rosto – agora porque não vai procurar outra trouxa para você chamar de ‘’sua’’? Eu cansei.
Ela deu de ombros, e ouviu ele dando uma risada meio ironica.
-Outra trouxa? – ele tirou um charuto de seu terno e o ascendeu – como você? Eu nunca vou encontrar.
Uma raiva tomou conta de seu corpo. Ela ergueu a mão e deu um tapa na cara de Paul. Ele ficou indignado, olhava para ela incredulo.
-Eu posso ser uma vadia McCartney, mas trouxa eu não sou.
Ela deu de ombros e entrou no camarim.
***
-Está tudo bem? – Michael se aproximava dela.
-Sim – seus olhos estavam um pouco marejados. – É só que...
-Foi Paul?
-Tudo bem Michael. Você estava certo, sempre esteve. Pode jogar na minha cara e dizer ‘’eu te avisei’’.
-Eu nunca faria isso. Só é lamentável você não ter dado ouvidos ao que eu disse.
-Eu sei. Eu também me arrependo disso. – lágrimas rolavam de seus olhos, e Michael as enxugou. – Mas esqueça disso, me ajude a me arrumar, por favor?
Michael abriu um sorriso e concordou com a cabeça.
***
-Então, como estou?
Michael ficou boquiaberto quando a viu. Ela usava um vestido rosa idêntico o de Marilyn, na verdade ela realmente estava parecendo à própria Marilyn. Seus cabelos longos e louros estavam cacheados, seus olhos brilhavam como as jóias que ela usava.
-Fabulosa. – Michael foi até a penteadeira e pegou um lindo colar de jóias – Só falta isso.
Ele tirou seus cabelos para que pudesse colocar o colar em seu pescoço.
-Era da minha mulher. Ela amava esse colar. E fica lindo em você sabia? – ele colocou seus dedos em seu queixo – você me lembra muito ela Lolita.
Ela sorriu e o beijou. Eles foram interrompidos quando bateram na porta. Alguém entrou e disse que estava na hora de Lolita se apresentar.
-Michael eu estou com medo. E se tudo der errado?
-Não pense nisso jamas. Olhe para mim: vai dar tudo certo. Se você se sentir perdida ou nervosa lembre-se: não tire os olhos de mim, está certo? Finja que está se apresentando somente para mim. Esqueça-se de tudo e de todos, e apenas cante e dance, como se estivesse fazendo isso só para me alegrar está bem?- Ela concordou com a cabeça. Ele deu um beijo em sua testa e sussurrou em seu ouvido – você vai se sair muito bem. Eu te amo.



