fanfic's

segunda-feira, 28 de outubro de 2013





Capítulo 13 - Dont walk away


–Acabou? - aquilo foi como uma facada em seu coração, ela sentia as lágrimas chegarem. - Isso é alguma piada? Michael, se foi por causa daquelas montagens...
–Não é por isso, eu acredito em você.
–Então é por que, hm? Quero dizer, estava tudo perfeito entre nós. Eu sei que esses últimos meses foram difíceis, mas podemos superar isso...podemos esquecer.
–Talvez seja melhor você esquecer de mim.
–Esquecer? - as lágrimas já escorriam. - O que houve com o ''te amarei até o fim dos tempos''?
–Nada dura para sempre.- seguiu um silêncio no quarto.
–Mas eu só quero saber o por quê: me de motivos para estar terminando comigo. Foi algo que fiz ou deixei de fazer?
–Não é com você, é comigo. Qual é Lucy, já olhou para nós? Somos duas pessoas completamente diferentes.
–Ah, olha só para você: esta falando como os tabloides.
–Do que você esta falando?
–''Michael Jackson merece uma mulher mais elegante. Lucy Ray é vadia demais para ele''- dizia com uma voz de deboche.- Uma mulher com mais classe? Uma diva? Por que não vai lá e se fode com sua amiguinha Brooke Shields? Ou até mesmo aquela que você tinha um amor platônico, Diana Ross. Melhor ainda: aquela tal de liberian girl, como se chama mesmo? Elizabeth Taylor não é?
–Isso não tem nada a ver, pare de ser tão infantil. - nisso o seu tom de voz já havia aumentado.
–Eu? Infantil? Falou o homem de 33 anos que pensa que é o Peter Pan. E quer saber, você quer que eu te esqueça? Tudo bem. Vamos fingir que nunca nos amamos...
–Fingir? O nosso amor era uma coisa fingida, nunca percebeu?
Essas palavras destruíram seu coração em pedaços, foi como uma facada, como se tivessem atacado sal em seus cortes. Michael desejou nunca ter dito isso para ela.
–Tudo bem. Foi tudo como um sonho.- ela pegou sua bolsa e saiu andando. Michael levantou de sua cama e foi atrás dela.
–Lucy, espere. Eu nunca quis dizer isso, volte. Vamos conversar melhor - ele pegou em seu braço - eu sinto mui...
–Tire suas mãos de mim seu bastardo - gritava em meio as lágrimas de odio - nunca quis dizer isso é? Bem, mas já disse. E quer saber de uma coisa? Eu te odeio. Odeio, odeio, odeio... e queria nunca ter te conhecido.
Ela virou as costas, e ele pegou em seu braço de novo. Quando ela se virou para Michael seus olhos estavam cheios de lágrimas. Ele a puxou para perto, mais ela recusava e dava socos em seu peito, gritando ''te odeio, te odeio, te odeio''. Ele segurou seus braços e a abraçou para acalma-la.
–Isso não é justo Michael. Se nunca me amou era só dizer. Por que me iludiu durante todo esse tempo? O que eu fiz?
–Eu sei. Espero que um dia você entenda e me perdoe.
–Perdoar? - ela se afastou dele, foi andando em direção a porta e saiu. Michael foi atras dela, e a viu entrando em seu carro.
- Nenhuma mulher vai te amar como eu. E seja feliz com a pessoa que você achar, que ela te faça feliz como eu nunca fiz.
Ela entrou no carro e saiu. E chorava, chorava e chorava. Michael entrou em sua casa, socava as paredes e jogava tudo que via pela frente no chão. Estava com raiva, não de Lucy, dele mesmo.
***
Michael se arrependeu muito do que fez, queria dar melhores explicações para Lucy. Ele então tentou ligar para seu celular, para o telefone de sua casa, mas sem resultado. Decidiu então ir até a casa dela. Chegando lá bateu na porta e ninguém atendia.
–Lucy, sou eu. Por favor, deixe eu falar com você. - Nada de respostas. Ele ficou no mínimo meia hora a chamando, até que a empregada apareceu na porta. - Desculpe o incômodo, mas Lucy está?
–Não está não. Por acaso aquele carro ali parado não é do dela?
Michael se virou e viu o carro de Lucy, ele nem tinha notado que estava lá. Agradeceu a empregada e foi até o carro, bateu na janela e encontrou Lucy lá dentro chorando.
–Vá embora.
–Não posso, não sem explicar direito o que está acontecendo. Pode abrir a porta, por favor? - Ela o ignorou. - Eu sei que você está brava, e tem motivos para ficar. Mais eu só quero me explicar melhor Lu, por favor. Eu nunca, nunca, nunca queria ter tido aquilo.- Ela destravou a porta do carro, e Michael entrou e sentou-se do lado dela.
–O que queria dizer então? Tem coisa pior do que ''eu nunca te amei''?
–Na verdade tem sim.Nos ultimos 3 dias eu vinha recebendo ameaças de fãs (ou que se dizem ser fãs), e elas disseram pra que a gente termine se não, bem...elas iriam te matar.
–Me...o que?- Ela ficou sem reação, em choque.- Suas fãs?Michael, ela não podem fazer isso.
–Não, não podem. Então fiquei com medo, porque não posso te perder.
–Mas já me perdeu.
–Mas pelo menos você estará em segurança.
–E por que você mentiu? Por que não me contou a verdade?
–Não queria te deixar assustada. Mas acho que de um jeito ou de outro deixei não é?
–Mas por que não ligou para a policia ou algo do tipo?
–Isso iria gerar um grande tumulto na mídia não acha? E mesmo fazendo essas ameaças horríveis, continuam sendo minhas fãs e...
–Fãs? Michael, que eu saiba os fãs querem o bem de seus ídolos. Me ver morta iria te deixar bem por acaso? -Michael colocava a mão sobre a cabeça, meio que se estivesse confuso.- Fãs de verdade jamais fariam isso com você.
–Lucy, por favor: não peça para eu escolher entre você e elas.
–Não estou pedindo nada, já está bem na cara que você as escolheu. Não vou te pressionar, faça a escolha que você quiser. Mas saiba que eu sou sua fã número um.- Ela se aproximou dele e o abraçou, segurando para as lágrimas não caírem.
–Você sabe que eu sempre vou te amar não é? Não importa o que aconteça. Isso é temporário, só até as coisas se esfriarem. Eu vou voltar Lu, eu prometo. Pense assim: você entrará em turne em semanas não é? Assim que ela acabar nós voltamos. É questão de um ano.
–Um ano é tempo demais sem você Mike.- Ela já não aguentou e começou a chorar. Ele deu um beijo em sua testa e enxugou suas lágrimas.
–Eu sei, mas é melhor do que não poder te ter nunca mais.
Ela encostou a cabeça em seu ombro enquanto Michael acariciava seu cabelos, e ficaram assim por alguns minutos, ou talvez horas.
–Lucy, eu preciso ir.- Ambos sairam do carro, e se abraçaram de novo.- Boa sorte na sua turnê.- Michael estava indo em direção a seu carro quando Lucy gritou:
–Promete que vai voltar pra mim?
Ele correu em sua direção, pegou em sua cintura e a beijou. Com os rostos colados, disse suavemente:
–Eu prometo.
*****************************************************************************************************


Capítulo 14 - Life is disgustin


Essa seria a turnê de seu 4º albúm. Estava ocorrendo tudo bem, ninguém suspeitava que estivesse acontecendo algo com ela, o seu jeito de agir era tão natural. No primeiro mês da turnê Michael ligava para ela toda noite, depois uma vez por mês, até que parou de ligar de vez. ''Deve ser o trabalho, tenho certeza. Ele sempre foi tão ocupado'', pensava consigo mesma. O tempo foi passando, e quando ela se deu conta já havia seis meses em que não falava com Michael.
Lucy tinha voltado para sua terra natal, São Paulo, para fazer show. O tempo lá havia sido muito agradável, e depois foi fazer show no Rio de Janeiro: ela havia se encontrado com parentes e amigos de infância, tudo foi muito bom, inclusive as lembranças que vinham a tona de sua mãe. Os shows no Brasil já haviam acabado, e ela daria uma entrevista para seguir com sua turnê em outros países. Nessa entrevista foram perguntas básicas sobre seu trabalho, futuros planos, até começar a perguntar sobre seu relacionamento:
–Sete meses longe de seu noivo: isso deve estar sendo difícil para você, não?
–Na verdade...não estamos mais juntos.
–NÃO? Poxa que coisa chata. Não quero me intrometer muito, mas o que aconteceu?
–Bem...achamos melhor darmos um tempo...
–Eu sinto muito, muito mesmo. Bem, acho que perdi a aposta.
–Perdão?- perguntou Lucy em um tom de indignação.
–Ah desculpe...é que nessa manhã estavam publicando fotos de Michael com uma mulher, e diziam que eles haviam se casado. Mas achei tudo aquilo uma mentira, porque achei que vocês..bem, você sabe.
–Que...que mulher?
Lisa Marie. Filha de Elvis Presley. Desculpe tocar nesse assunto.
Toda essa informação de uma só vez começou a deixa-la tonta. Ela abaixou sua cabeça e dava longos suspiros. Depois de uns segundos de silêncio ela levantou sua cabeça e com um sorriso meio forçado e um tanto quanto triste disse:
–Não tinha visto não. Acho que esqueceram de mandar convite de casamento para mim.
Assim que a entrevista acabou Lucy foi para o hotel onde estava hospedada, e na porta teve que aguentar uma multidão de paparazzis perguntando ''é verdade que Michael te traiu?'' ''por que ele te trocou?''. E como se não bastasse, assim que ela entrou no hotel, na TV do saguão estava falando disso. ''Não pode ser verdade.'' Ela foi correndo para seu quarto, e sua tontura só piorava. Ela foi até o banheiro, se ajoelhou em frente ao vaso e vomitou. ''Ele me trocou. Se casou com outra. Me esqueceu''. A tontura ia passando quando seus pensamentos deixavam de ser uma coisa surreal, e ela desabou a chorar. Caiu nela um sentimento d tristeza, solidão, raiva. Com suas próprias mãos ela quebrou o espelho do banheiro, não sentiu dor devido a tamanha raiva que sentia. Ela entrou na banheira e lá ficou chorando por horas e horas.
Horas se passaram até que ouviu baterem desesperadamente na porta.
–Lu? Pelo amor de Deus abra essa porta, ou vou arromba-la.
Pela voz ela soube quem era:era uma de suas dançarinas, Denise. Na verdade ela era mais que isso, era sua melhor amiga.
- Lembrei que tenho a chave daqui, entrou vou entrar. Meu Deus, que bagunça de quarto Lu, você tem que aprender a deixar as coisas mais organizada e AI MEU DEUS.- Tamanho choque ela levou ao ver sua melhor amiga molhada dentro da banheira com as mãos ensanguentadas.- O que aconteceu? Ok ajuda primeiro e perguntas depois. Vou pegar um roupão para você.
Ela saiu correndo do banheiro e foi direto ao closet pegar um roupão e uma toalha. Assim que pegou entrou no banheiro e pegou Lucy no colo, a enrolando no roupão e a secando com a toalha.
–Eu vou cuidar dessas suas mãos, não se preocupe. Só preciso de algo para enfaixa-las.- Para sua sorte no banheiro havia um kit de socorros e pegou uma faixa.- Ainda há cacos nas suas mãos, vou tomar o maior cuidado para tira-los dai.- Ela a deitou na cama e pegou com cuidado em sua mão e foi arrancando cuidadosamente.- Mil desculpas se te machucar.- Depois que tirou tudo e enfaixou sua mão, ela deitou a cabeça de Lucy em seu colo.
–Ele mentiu para mim Denise. Disse que ainda me amava. Eu sabia que estava acontecendo algo, assim que ele parou de me ligar.
–Eu sei. Ele não vale a pena Lu. Que homem no mundo desprezaria alguém tão linda como você?
–Não começa com esse papo, por favor. Todos fizeram isso comigo. Eu achei que com o Michael seria diferente, ele parecia diferente. Havia algo nele de especial, mais me enganei. Sou uma inútil mesmo.
–Hey, não coloque a culpa toda em você. A questão é que ele te iludiu demais, o que fez você pensar que ele fosse diferente. Você começou a criar um Michael que não existe: um homem carinhoso, gentil, engraçado, fofo, romântico. Mais esse Michael não existe.
–Existe. Mas agora esse Michael já é de outra. Eu só.. só queria ter notado antes que estava me iludindo.
–Você ainda vai achar alguém assim, e vai ver que não é ilusão.
–Você não esta entendendo, eu não quero outra pessoa: eu quero o Michael.- Seus olhos se encheram de lágrimas de novo, e de novo desabou a chorar, e até soluçava. Denise começou a sentir a dor da amiga, e chorou também.
–Tudo bem, eu não tenho os melhore conselhos do mundo, mas estou aqui.
–Eu sei, as vezes só um simples abraço basta.




Quanto mais eles apareciam juntos, mais os tabloides inventavam coisas. Diziam que aquele noivado não passava de uma coisa criada pela mídia, havia outros que diziam que Lucy era ‘’chupa fama’’, e outros que diziam que ela era bonita demais para ele, ou que Michael merecia uma mulher com mais ‘’classe’’.
Michael ia começar a Dangerous World Tour, que daria inicio em 1992, e terminaria em novembro de 1993. Infelizmente Lucy não poderia acompanha-lo durante toda a turnê:
–Não se preocupe, em dezembro nós nos casamos. E eu te ligarei toda noite após o show. É uma promessa.
A turnê havia começado, e Lucy só pode acompanha-lo nos 5 primeiros meses. Assim que foi embora, ela assistia o show toda noite, e quando Michael saia do palco, ligava para ela.
Faltava apenas duas semanas para o termino da tour. Era uma noite de sexta-feira, e esse dia não passariam o show ao vivo. Ela estava deitada em sua cama, quando o seu celular começa a tocar. ‘’Mike me ligando a essa hora? Que estranho’’, pensou ela.
–Mike é você?
–Não Lu, sou eu, Ryan.
–RYAN?- o coração dela disparou de felicidade - MEU DEUS, HÁ QUANTO TEMPO. Como você está? Por onde andou todo esse tempo?
–Eu vou bem, obrigado. Ah, nada de mais. Só dirigindo alguns filmes e viajando pelo mundo com minha noite Brenda.
–Você? Diretor de filmes? E noivo? Como não fiquei sabendo disso?
–Ah, deve ser porque você é ocupada demais. Então, liguei mesmo para saber se, sei lá...esta ocupada demais essa noite?
–Na verdade não, estou me sentindo meio sozinha hoje. Podemos sair, não?
–Era isso que ia falar. Podemos ir a um restaurante, colocar o papo em dia, o que acha?
–Pode ser.
–Ótimo, passarei na sua casa as 10:00.
–Estarei esperando.
Lucy colocou um vestido básico e foram para um restaurante perfeito para a ocasião: não era chique como esses restaurantes para encontros, era essencial para um lugar onde dois velhos amigos pudessem conversar. Ficaram conversando a noite toda sobre o noivado de ambos, planos futuros, relembrando os bons momentos da banda. Depois de horas e horas de conversa, Ryan a levou para casa.
–Eu me diverti muito essa noite, podemos fazer isso mais vezes.
–É claro que podemos. Quem sabe da próxima vez não chamamos Johnny e Travel também.
–Seria muito bom. Boa noite Lu.
–Boa noite Ryan. –Eles se despediram com abraços e beijos.
Ela chegou em sua casa, colocou um pijama e ficou esperando Michael ligar. Quando pegou seu celular viu que tinha 5 ligações perdidas dele, então ela ligou para ele.
–Mike?
–Olá amor- a voz dele estava meio rouca.
–O que aconteceu com sua voz?
–O show dessa noite foi bem cansativo. God, i hate tour.
–Ah também odeio isso. Odeio o fato de ter que ficar longe de você.
–Espere só mais duas semanas. E finalmente, nos casamos.
–Mal posso esperar para passar o resto da minha vida com você.
–Eu também. Te amo muito, e quero ficar com você para sempre.
–Para sempre. Até o fim dos tempos. -Depois de conversarem mais um pouco, Michael perguntou o que Lucy fez nessa noite.- Eu saí com o Ryan.
–Ryan? Seu ex? Foram para onde?
–Para um restaurante, nada de mais Mike. Um encontro de...
–ENCONTRO?
–De velhos amigos.- Seguiu-se um longo silêncio.- Mike, está aí?
–Amor estou um pouco cansado. Desculpe mas preciso dormir. Boa noite linda.
–Boa noite baby. Te amo.
E ele desligou na cara dela.
******************************************************************************************

Capítulo 12 - Never can say goodbye


Finalmente chegou o dia em que Michael chegaria de sua tour. Lucy estava 4 meses sem vê-lo. Ela acordou cedo, e foi busca-lo no aeroporto. Havia uma multidão de fãs e paparazzis, e os seguranças de Lucy a levaram para mais perto da porta principal. O jato de Michael já estava lá, primeiro saíram os seguranças, e depois Michael. O coração dela disparou, ela saiu correndo em sua direção para abraça-lo.
–Amor eu senti sua falta.
–Eu também. Estava enlouquecendo sem você do meu lado.
Eles entraram no aeroporto e passaram por aquela multidão de fãs, até que ouviu alguém gritando ''você ainda está com ela Michael? Depois dela ter te traído?''. Conseguiram finalmente chegar na limusine.
–O que aquela pessoa quis dizer com ''ter te traído?''
–Deve ser mais algumas mentiras desses tabloides. Mas não quero me preocupar com isso, não agora. -Ela acariciava seu rosto e o beijou.
–É bom te ter do meu lado de novo. - Ele encostou sua cabeça em seu ombro, enquanto ela passava a mão no seu cabelo. Depois de uns 30 minutos eles chegaram em Neverland.
–Eu preparei um almoço de boas vindas para você.
–Obrigado, mas não estou com fome.
–Eu sei que eu cozinho mal mas...
–Eu só estou cansado Lucy, Vou descansar um pouco.- Ele subiu as escadas e se trancou em seu quarto.
–Mike, o que houve? Abra essa porta.
–O que houve? E você ainda tem a cara de pau de perguntar? - ele abriu a porta, e estava bravo.
–Não estou entendendo porque esta tão bravo.
–Quem sabe isso refresque sua memória- ele foi andando até sua cama, e pegou um jornal. Lucy não acreditou no que viu: uma foto dela e Ryan se beijando. - O que me diz disso?
–Mike, isso foi do dia que te contei.
–Nossa, que encontro de amigos hein?
–Não rolou beijo nenhum. Eu juro. Não acredita em mim?
–Não é em você, é nesse Ry...
–Ele esta noivo Michael.- Houve um silêncio no quarto.- E desde quando acredita nessas porcarias que os tabloides publicam?
Michael deu um longo suspiro, e abraçou Lucy.
–Desculpe. Desculpe ter ficado bravo co você. Mas, por favor, tente concertar isso. Para o seu próprio bem, e de Ryan também. Vamos concertar isso ok?
–Tudo bem, obrigada pela compreensão. Não vai descer para comer?
–Depois. Vou dormir um pouco agora.
Dias depois Lucy deu uma entrevista coletiva, e o assunto principal foi aquela foto. Ela explicou tudo o que aconteceu. Levaram semanas para conseguirem desmentir o boatos. Lucy processou a imprensa que publicou aquela foto, e depois de muita pressão eles admitiram que tudo aquilo não passou de uma montagem. Felizmente eles ganharam o processo, tudo isso levou cerca de 2 meses para acabar, e é claro, acabou atrasando o casamento.
Um dia, Lucy tinha acabado de chegar do estúdio, e Michael estava sentado em sua cama de cabeça baixa.
–Oi baby. Você não sabe da notícia: acho que finalmente podemos nos casar...
–Não haverá mais casamento.
–Tudo bem, faremos uma cerimonia só entre nós, e chamamos sua mãe e...
–Você não esta entendendo não é?- A voz de Michael estava quase que sumida, e seus olhos brilhavam.
–Não, eu realmente não entendo.
–Lucy, eu quero terminar com você.Acabou.




Capítulo 9 - Baby be mine


–Bom dia Bela Adormecida - Michael entrou no quarto com uma bandeja trazendo o café da manhã- como foi a noite?
–Ótima com você do meu lado.
–Que bom, a minha também. Trouxe café da manhã para nós dois.
–Obrigada. Que horas são?
–Meio dia.
–Mais já? As duas horas tenho seção de fotos.
–Sem problemas, te levo até lá. Posso ficar vendo?
–Claro. Posso tomar um banho antes de ir para lá?
–A vontade. Acho que tem umas roupas da Janet aqui, se quiser.
Assim que comeram, Michael pediu para a governanta preparar a banheira. Michael pegou apenas uma calça de sua irmã que estava lá, e deu um moletom dele para Lucy:
–Acho que esse serve em você. Pode ser?
–Está ótimo.- Ela entrou no banheiro.- Você vem também?
–Não, depois de você.- disse meio sem graça.
–Tudo bem, foi só uma piada.
Ela mergulhou na banheira cheia de espuma, ouviu alguém bater na porta e perguntou quem era, e Michael entrou:
–Mudei de ideia - disse com um sorriso tímido enquanto ia tirando o roupão, mas estava de roupa intima por baixo - Se importa?
–Claro que não, a casa é sua.
Eles se encaravam, e Lucy foi se aproximando dele sentou entre suas pernas. Michael espalhava beijos por suas costas e seu pescoço.
–Parece até quando está dando banho em criança.- Dizia dando risada.
–Está me chamando de criança mrs Jackson?
–Claro que não, bem, talvez.
–Uma criança faria isso?- Ela se virou e o beijou. Ficaram se beijando, e ele passava a mão em suas costas.Ela se levantou e se enrolou em seu roupão, Michael também.
–Não se preocupe, não vou olhar você se trocando.
–Que cavalheiro você, obrigada.
Assim que se trocaram e se arrumaram, Michael a levou até a seção de fotos.Depois de toda produzida, começaram a tirar as fotos. Para a surpresa de Michael, aquela fotos iam para a capa de revistas.
–Esse mês Lucy vai sair na edição de mulheres mais lindas do mundo - dizia o fotógrafo para Michael.- Sorte sua companheiro, ter uma namorada dessa.
–Ela não é minha...
Assim que acabou, Michael a levou para sua casa. Ela o convidou para entrar, e ele aceitou:
–Lucy, que tal fazermos rabanada?
–Não sei cozinhar.
–Tudo bem, eu te ensino.
Eles fizeram uma enorme bagunça na cozinha, mas conseguiram fazer rabanadas. Lucy limpava o rosto de Michael e tirava farinha que havia de suas bochechas. Depois comeram no chão da sala:
–Lucy, lembra daquela vez que você foi me visitar no hospital?
–Sim.
–Lembra quando eu disse que te amava?
–E como vou esquecer?
–Bem, eu estava sendo sincero. Lucy, eu te amo de verdade. Desde a primeira vez que te vi na TV, aquela pequena garota cantando. Eu havia me apaixonado por você.-Lucy se aproximou dele, e se beijaram.
–Eu também te amo.
–Lucy eu quero que você seja minha garota.
****************************************************************************************************

Capítulo 10 - Our love will shine


Lucy nunca acreditou nessas coisas de contos de fadas e finais felizes, mas ela começou a acreditar porque estava vivendo um.E dessa vez foi totalmente diferente comparado com seu namoro com Johnny, Ryan...era como se dessa vez, ela se sentisse protegida, segura, amada.
Nessa época, Michael acabara de lançar mais um albúm solo: Dangerous. Lucy havia lançado seu 4º albúm no ano anterior, mas só nesse ano que uma das faixas de seu albúm virou single. A música When I Look At You tinha se tornado um grande sucesso, e a inspiração não veio de nada mais nada menos que de seu relacionamento co Michael.
O VMA estava chegando e Lucy iria se apresentar.
-O que você vai cantar?
-Eu não posso falar querido, desculpe mais é uma surpresa.
O dia do VMA chegou: Michael estava com um elegante blazer branco paitê, calças pretas e luvas pretas.Estava na sala esperando Lucy se aprontar.
-Amor mais rápido ai, já estamos atrasados.
-Estou descendo, um segundo.-Quando Michael a viu descendo das escadas ficou paralisado. Ela estava deslumbrante: usava um vestido até os pés, justo que se alongava no comprimento das coxas, tinha um pequeno decote, era meio prateado, com um tipo de faixa abaixo de seus seios. Seus cabelos soltos estavam jogados para o lado, com cachos nas pontas.Michael nunca a tinha visto com tanta elegância.- Como estou?
-Esta linda, fabulosa, mais brilhante que as próprias estrelas - dizia isso pegando em sua mão e a beijando.
-Ah Mike, quanto amor. Você também esta magnifico.Esse seu blazer, uau!
-Obrigada. Agora vamos, já estamos atrasados.
Eles chegaram um pouco em cima da hora, mas isso não impediu os paparazzis de tirarem várias fotos do ''casal mais querido de Hollywood''.
Chegando lá dentro,havia um lugar na frente reservado para Michael.
-Vai se sentar do meu lado, não é?
-Agora não querido. Tenho que ir para lá, serei uma das últimas a me apresentar mas...tenho que preparar tudo ainda, é uma surpresa. Espero que você goste.
Depois de alguns artistas se apresentarem, ganharem prêmios - do qual Michael foi indicado e ganhou - finalmente anunciaram a apresentação de Lucy.
Ela chegou ao palco, recebida por aplausos. Havia uma luz azul sobre ela, o que a deixava ainda mais bonita. Então a melodia do piano começava, e ela olhava fixamente para Michael, sorrindo.
-''Everybody needs inspiration, everybody needs a song. A beautiful melody when the night's so long cause there is no guarantee that this life is easy. Yeah, when my world is falling apart and there's no light to break up the dark that's when I, I look at you. When the waves are flooding the shore and I can't find my way home anymore that's when I,  I look at you.''
No segundo verso apareciam fotos, vídeos dos dois no telão que havia no palco. Michael estava muito emocionado, seus olhos brilhavam.
-''You, appear, just like a dream to me, just like kaleidoscope colors that cover me all I need every breath, that I breathe.Don't you know? You're beautiful''
Michael não aguentava mais, precisava subir naquele palco e abraça-la. Ele se levantou e foi andando em sua direção, e se abraçaram.
-''You appear just like a dream to me''.
Todos se levantaram para aplaudi-la, podia até ver lágrimas escorrendo nos olhos de algumas pessoas. Ela agradecia a todos, e mais uma vez abraçou Michael, e se beijaram. Ele se aproximou e sussurrou em seu ouvido ''Eu te amo, quero ficar com você para sempre. Quer se casar comigo?'' Lucy achava que tudo aquilo era um sonho, do qual não queria acordar nunca. Michael tirou uma caixinha de seu bolso, e tirou uma aliança de diamantes.
-Essa seria minha surpresa pra você.- Novamente eles se beijaram. Michael limpou suas lágrimas, e eles olharam para a platéia: estavam com cara de quem não sabe p que esta acontecendo. Até então Michael e Lucy se sentiam como se estivessem sozinhos, parados no tempo. Eles então começaram a rir, e ele pegou o microfone de suas mãos e anunciou- Agora é oficial: eu e Lucy Ray estamos noivos.


domingo, 27 de outubro de 2013


Capítulo 7 - A feeling so true


–Eu sabia que você iria voltar logo, não consegue ficar longe de mim.- dizia Ryan para Lucy.
–Na verdade sentia falta da minha cama.
–Ah, é assim? Tudo bem então, estou indo embora.- dizia enquanto levantava da cama.
–Não Ry, você sabe que estou brincando. Fique aqui por favor.
Lucy chegou em casa na noite anterior, e logo de manhã ligou para Ryan ir vê-la, e ficaram a tarde inteira juntos na casa dela:
–Tem certeza que está tudo bem?
–Sobre o que?
–Sobre o show... eu e Michael...
–Lucy, por favor. Se você disse que não teve a intenção, acredito em você. Agora venha aqui, estava sentindo falta de te beijar.
Eles deitaram na cama e se beijavam, Ryan beijava seu pescoço e passava a mão em seu corpo, mas ela começou a evitar beijos dele e se levantou:
–Qual é o problema Lu?
–Nenhum.
–Como nenhum? Está estranha desde essa manhã que viu na TV notícia sobre o show. Se você queria continuar lá com Michael, tudo bem por mim...
–Ryan para. É que, eu só...
–Você o que?
Lucy ficou quieta, Ryan sabia muito bem o que vinha em seguida:
–Não está querendo dizer que ama ele, não é?
–Não sei.
Ryan levantou da cama, ficou andando de um lado para o outro com as mãos sobre a cabeça:
–Ryan, me escute: eu amo você, mas, eu não sei...acho que você merece algo melhor do que eu.
–Está querendo terminar comigo?
–Não, estou querendo dizer que quero um tempo. Só para colocar meus pensamentos em ordem.
–Desculpe Lu, mais essa coisa de tempo não existe para mim. Acho que você fazer o melhor para você. Se acha que Michael é o melhor, então fique com ele.
–Esse é o problema. Não sei qual é o melhor.Não quero magoar nenhum de vocês, mas já estou fazendo isso.- Ela sentou na beira da cama e ficou pensativa. Ryan sentou de seu lado, ergueu seu rosto e olhou no fundo de seus olhos:
–Faça o que achar melhor. Eu aceitarei a sua decisão.
–Mas, tem certeza que não ficará bravo?
–Não, triste apenas. Mas eu te amo muito, e tenho que te deixar livre.
Lucy deu abraço nele:
–Ryan, eu sinto muito. Você vai encontrar alguém que te dê valor, alguém que você mereça, que te ame de verdade.
–Talvez eu não queira. Talvez eu queira só você. Lucy, seja qual for sua decisão, eu a aceitarei.- Ele se levantou e deu um beijo em sua testa.- Espero que seja feliz.
Meses depois Michael estava de volta, mais Lucy começou a dela semanas depois. Eles conversavam por telefone sempre que dava:
–Odeio turnês. Graças a Deus já estou de volta. Espero vê-la em breve Lu.
Assim que a turnê de Lucy acabou e ela já estava de volta, Michael a convidou para ir em Neverland. Michael a buscou em sua casa, e chegaram nos portões de Neverland uma carruagem os pegou:
–Nossa Michael, aqui é lindo mesmo.
–É sim, estava louco para te mostrar aqui. Hoje vamos fazer um tour por aqui, vou te mostrar tudo, e você vai andar nos brinquedos comigo.
–Desde que não sejam tão altos, por mim tudo bem.
Aquela tarde foi muito boa para reter todo o ''estresse'' da turnê. Eles visitaram o zoológico, andaram nos brinquedos. Eles estavam na beira de um dos lagos, fazendo um piquenique:
–Então Lucy, como vai seu relacionamento cm Ryan?
–Não te contei? Nós terminamos.
–Jura? Quando? Por que?
–Como você é cara de pau Mike, não sabe nem disfarçar que ficou feliz com a notícia.- Disse Lucy enquanto atacava uma uva nele.
–Não fiquei feliz, fiquei apenas...
–Tudo bem, você não precisa dar satisfação. Nós terminamos assim que voltei de sua turnê. Eu estava confusa e tudo mais.
–Ah, sinto muito. Sinto que metade da culpa disso foi por minha causa.
–Que isso, você não tem nada a ver com isso Mike.
–Bem, se você diz. Lucy, quero te fazer um convite: amanhã terei uma premiação de filmes para ir. Quer ser minha acompanhante?
–Ah Michael, me sinto honrada.- dizia enquanto estendia sua mão para ele, e Michael a beijou.
–Tudo bem, amanhã passo na sua casa as 9 para te buscar de limosine.
–Tudo bem.- Ela se levantou da grama e puxou Michael.- Vamos apostar corrida até aquela árvore? Quem perder tem que pular na piscina.
Então eles ficaram brincando por lá a tarde toda, como duas crianças. E depois ficaram observando o pôr-do-sol encostados em uma árvore, Lucy com a cabeça encostada no colo de Michael. E ficaram assim, até ela cair em um sono.
***********************************************************************************************************

Capítulo 8 - Whatever happens..just dont let go my hand


No dia seguinte Michael ligou para Lucy, para relembra-la do compromisso a noite:
–Não vou esquecer. Até as 9:00.
Já era 7:00 horas, e Lucy começou a se arrumar. Tomou banho, e deixou seu vestido separado:era o vestido de sua mãe, muito lindo de fato. Ela saiu do banho e colocou o roupão e começou a fazer a maquiagem e o cabelo. De repente ela ouviu barulho da porta principal se abrindo, mas achou que fosse a empregada:
–Margaret, já está indo embora?- Ninguém respondeu. Ela terminou o cabelo e a maquiagem, e colocou seu vestido. Já eram 8:30, então ela ficou em seu quarto esperando Michael chegar. Ela estava em frente a penteadeira, e no reflexo do espelho viu alguém parado na porta, mais não podia acreditar que fosse verdade: seu pai estava lá.
Ela se levantou e foi até a porta:
–Olá princesa. Poxa, você é surda não? Estava lá embaixo te chamando.
–O que faz aqui?
–O que? Um pai não pode mais visitar mais sua filha? Estava querendo isso desde que saiu da reabilitação, mas você é uma garota tão ocupada.
–E desde quando se preocupa comigo? Afinal, agora você tem uma outra família não?
–Mais você continua sendo minha filha e...
–Eu não sou sua filha.- Nisso se seguiu um enorme silêncio. Então ele perguntou:
–Você está igualzinha sua mãe. Aonde vai?
–Sair.
–Com seu namorado?
–Não tenho namorado. Afinal de contas, como entrou aqui?
–Eu ainda tenho a chave dessa casa, entrei pelos fundos. Você precisa trocar a maçaneta não?
–Essa casa é minha agora. Se me der licença, estou atrasada.
–Lucy,espere.- ele segurou em seu braço.
–Tire suas mãos de mim.- Nisso ela já estava falando em um tom mais alto. Ela desceu as escadas, e foi até a sala.
–Letícia Gomez não dê as costas pra mim quando estiver falando com você.- Até ai eles já não falava, e sim berravam.
–Ninguém mais me chama assim. Ou o que? Vai me bater como antes? Bem, vai em frente. Engraçado é que pelo menos dessa vez não está bêbado.
O pai dela ficou vermelho de raiva, ergueu a mão e deu um tapa na cara dela.Quando ela virou, viu outra coisa que a deixou um tanto quanto envergonhada: Michael estava parado na sala. O pai dela olhou na mesma direção, nenhum dos dois havia percebido a presença de Michael até esse momento:
–Quer dizer que seu namorado é o famoso Michael Jackson? Nossa, você está vendo essa vadia apanhar e não vai fazer nada? - Ele pegou nos seus braços e a jogou no chão.Michael acelerou o passo em direção a ele e deu um soco na cara dele, foi tão forte que ele caiu ficou tonto por uns segundos, e seu nariz começou a sangrar. Michael ajudou Lucy a se levantar do chão:
–Está bem?Já pego gelo para você.
–Eu...obrigada.
O pai dela ficou parado olhando para eles:
–Parabéns Lu, seu namorado não é tão covarde, e nem viado como dizem por aí.
–Saia daqui agora, seu covarde. E deixe Lucy em paz. Nunca mais volte aqui.- Gritava Michael.
Depois disso gerou um silêncio, o pai dela se aproximou e deu um abraço nela:
–Sinto muito.Te deixarei em paz para sempre, nunca mais aparecerei na sua vida. Está feliz?
–Apenas saia daqui.- A voz dela estava meio sumida. Então ele saiu.
–Lucy meu bem, olha pra mim. Vou buscar gelo.
–Faça isso por favor.
Michael chegou com uma bolsa de gelo e colocou no rosto dela:
–Estava aqui há quanto tempo?
–Cheguei naquele exato momento.
–Não esperava que você viesse tão cedo. Obrigada por me proteger Michael.-Eles se abraçaram. E assim ficaram por um tempo.
–Não precisa agradecer.Lucy, eu sempre estarei do seu lado para te proteger.
–Michael...meu anjo da guarda.
***
–Acho melhor não sairmos hoje. Eu fico aqui cuidando de você.
–Não Mike, não vai perder a noite por causa de mim. Eu estou bem, juro. Posso ir com você.
–Mas e enquanto seu rosto? Ele vai ficar roxo.
–Nada que uma maquiagem não resolva.
Lucy conseguiu disfarçar o roxo que ficou perto de seu olho.Eles já estavam um pouco atrasados, mas mesmo assim foram. Quando chegaram, obviamente repórteres perguntavam se eles estavam juntos:
–Não, ela é apenas minha acompanhante essa noite.- Dizia Michael.
A noite ocorreu tudo bem. Michael ganhou um prêmio por seu filme Moonwalker. Quando acabou, ficaram um pouco, mais Michael achou melhor irem embora. Chegaram na porta da casa de Lucy:
–Bem, boa noite.
–Mike, posso e pedir uma coisa?
–Claro, qualquer coisa.
–Passe a noite comigo? Não quero ficar sozinha.
–Passo sim, sem problemas. Mais não tenho roupa parar dormir. Podemos ir para minha casa?
–Sim, acho melhor.
Então eles foram. Michael emprestou umas roupas dele para ela. Eles assistiram filme bebendo leite e comendo cookies. Assim que acabou, Michael preparou colchão para ele dormir e arrumou a cama para ela:
–Não estou com sono. Está a fim de conversar?
–Sim, ótima ideia.
Michael se aproximou dela para examinar seu rosto:
–Seu olho está inchando, amanhã vai ficar bem feio. Quer gelo?
–Não precisa Mike, obrigada.- Lucy deitou na cama, suspirou bem fundo como se estivesse bem cansada.- Sabe, acho que você deve ser o único que me entende. Acho que nem você me entende.
–Sobre o que?
–Em questão de pais, sabe? Você não conhece seu pai como queria, nem eu.
–Ah, sobre esse assunto. Eu realmente não conheço meu pai como queria. As surras que ele me dava...
–Mas pelo menos ele fazia isso por amor. Era a forma dele demonstrar amor por você. E você seria o que é hoje sem o que ele fez? E bem, pelo menos....- Lucy começou a chorar - pelo menos você tinha a sua mãe para te apoiar. Depois que perdi minha mãe, perdi minha família. E eu me pergunto: por que? Por que meu pai me tratou diferente? Quer dizer, ele nunca me amou de verdade não é? Eu só queria que pelo menos ele demonstrasse isso antes.
–Lucy, as vezes esse é o jeito dele.
–Que jeito? Abandonar a filha? Deixar ela sozinha no mundo justo quando ela mais precisa de alguém? Ele me deixou sozinha Michael...
–Não completamente. Eu estou aqui Lu. - Eles se abraçaram, e juntos começaram a chorar. Michael começou a sentir toda a dor dela. Ela deitou no colo dele, e chorou, chorou, chorou...até pegar em um sono.
Depois ela acordou com Michael a chamando:
–Lucy, já são 5 horas. Deixa eu ir pro colchão.
–Não Mike, durma comigo. Preciso do seu abraço.-Eles ficaram deitados na cama, Michael a abraçando por trás.- Michael, me prometa uma coisa? Prometa que não importa o que aconteça, não vai me deixar.
–O que quer que aconteça - sussurrou em seu ouvido - não largarei sua mão.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013





Capítulo 5 - Im so glad that I found you


Faltava apenas um mês para Lucy sair da reabilitação:
–Você progrediu muito bem nesses dois meses senhorita Ray- dizia seu psiquiatra- logo estará em casa.
–Casa.-Dizia para si mesma.- Só mais um mês.
Ela estava assistindo um pouco de tv assim que sua sessão no psiquiatra acabou.Deitada em sua cama, estava assistindo o noticiario, quando ficou chocada com uma notícia:
–O astro do pop Michael Jackson está internado: ele estava gravando um comercial para pepsi quando uma fagulha dosefeitos especiais cairam em seu cabelo, fazendo com que seu cabelo pegasse fogo. O cantor acabou de passar por uma cirurgia e passa bem, mas ficará internado por alguns dias. Voltaremos com mais informações depois dos comerciais.
Lucy pulou de sua cama e saiu correndo pelo corredo da clínica:
–Porfavor, alguém viu o Logan?- perguntava para algumas camareiras que estavam no corredor.
–Ele acabou de ir para o jarim- responderam.
Ela foi correndo para o jardim atrás dele. Logan era um dos enfermeiros da clínica, e mais que isso, era amigo de Lucy, e a única pessoa daquele lugar que ela confiava. Ela contava tudo para ele:
–Oi Lucy, como está se sentindo hoje?
–Logan, você não sabe o que eu acabei de ver na tv.- Então ela repitiu tudo o que ouviu no noticiário. Depois que ela terminou de falar houve um grande silêncio, e Logan disse:
–E o que você quer fazer?
–O que você acha?
–Não está pensando em sair daqui para ir vizita-lo, está?
–Nossa! Até parece que você lê meus pensamentos.
–Lucy, isto é loucura. Você não pode sair daqui.
–Loucura? Logan, ele faria o mesmo por mim, aliás, ele fez. Estava vindo aqui me vizitar todo dia...preciso fazer o mesmo por ele, estar do lado dele.
Logan deu um longo suspiro, e finalmente concordou:
–Tudo bem. Mais como você vai sair daqui?
–Bem...você podia...me dar uma carona, não?
Logan ergueu a sombrancelha como qum não gostou nada da ideia:
–Por favor Logan. Você pode dizer que vai sair de carro, para vizitar um amigo. E se perguntarem sobre mim...
–É só eu dizer que você não quer sr incomodada, que quer ficar sozinha em seu quarto porque...
–Porque eu queria ter saído com você, e só vou sair do meu quarto quando você chegar. Perfeito esse plano- disse Lucy batendo palmas.
–Então, nós podemos sair amanhã depois do almoço, essa hora é sossegada já que todos estão descansando. Mas antes das 3 precisamos estar de volta. Amanhã, pode ser?
–Sim, perfeito. Provavelmente mais tarde eles dão informações de que hospital Michael está.
No dia seguinte, eles combinaram de se encontrarem perto do estacionamento, e diriam que só estavam passeando. Logan estava distraindo os guardas, e Lucy entrou correndo no carro, e se abaixou no banco de trás.Logan entrou no carro, e finalmente conseguiram sair.
–Sabe que se for pega, são mais 40 dias aqui, não é?
Lucy deu um pequeno suspiro edisse:
–É um risco que eu quero correr.
Chegando no hospital, Lucy conseguiu sair do carro sem chamar atenção de ninguém, pois estava disfarçada. Eles entraram, mais Lucy não tinha certeza se era mesmo aquele hospital que Michael estava:
–Você tem certeza que é aqui Lu?
–Bem, na verdade...
al terminou de falar e foi interrompida pelo barulho de repórteres nos corredores fazendo perguntas para as enfermeiras do tipo: ''como ele está?'' ''quando receberá alta?''
–Não podemos dar informações do paciente- falavam irritadas- agora saiam daqui por favor, estão criando muit tumulto.
–Bem, agora tenho certeza que Michael está aqui- disse Lucy dando risada.
–E como vamos passar pelas enfermeiras? Fora os seguranças que deve haver lá.
–Hm, bem pensado...já se, vamos voltar para seu carro que eu te explico como.
A ideia de Lucy foi a seguinte: no carro de Logan havia uns jalecos e máscaras. Eles iam se passar por médicos para as enfermeiras, e para os seguranças (se esses também fossem lerdos para perceber). Logan não gostou muito da ideia mais acabou cedendo. Felizmente o plano de Lucy deu certo. Assim que entraram no quarto 9que estava cheio de balões, cartões, flores, presentes de fãs) Michael estava acordado:
–Você disse que não ia mais me dar remédio hoje- disse Michael resmungando.
Lucy tirou a máscara de cirurgião e sorriu:
–Não sei s estou dopado mas você se parece com Lucy Ray...e muito.
–Não Mike, você está bem...eu acho. Sou eu mesma.
–Lucy? Mas você não estava na reabilitação?
–Sim, mais fuji.
Michael franziu a testa como quem não entende nada:
–Logan história, outro dia explico. Vim aqui para te ver, e saber como está.
–Estou melhor agora.
Lucy sentou na beira da maca, e foi se aproximando até ficar perto dele. Ficava acariciando o rosto dele:
–Está doendo muito?
–No momento não. Já tomei vários remédios. E com você aqui me sinto melhor. Por que veio? Sabe os riscos que esta correndo por ter fujido da clínica?
–Sei sim, mais sinceamente não ligo. Era o mínimo que podia fazer. Afinal, você estava sempre me vizitando, me fazendo rir e tudo mais.
–Mais Lucy isso é totalmente diferente. Não devia ter vindo e...
Lucy colocou seus dedos nos lábios dele, fazendo com que ele parasse de falar:
–Cala a boca Michael, você fala demais.-Ela foi se aproximando dele, com as mãos em seu rostou, e o beijou. Várias sensações dominaram o corpo de Lucy. Não se sabe se aquele beijo foi curto ou longo, mais para ela durou um longo tempo, e queria que aquele momento durasse para sempre. Eles foram interrompidos com a porta se abrindo:
–Lucy, precisamos ir embora, agora!
Michael e Lucy se olhavam com sorrisos tímidos. Ela deu um beijo em sua testa e sussurou:
–Tenho que ir, até mais Mike. Desculpe, queria poder ficar mais.
–Sem problemas, foi a melhor vizita que já recebi.- Ele deu um selinho nela e sussurrou- Até mais Lu. Eu te amo.
Lucy foi embora, e quando chegaram na clínica felizmente ninguem suspeitou de nada. Ela agradeceu e se despediu de Logan. Entrou em seu quarto e ficou deitada na cama, repetindo a cena do beijo e de Michael dizendo ''eu te amo''.
''Michael me ama'', dizia para si mesma dando risada e sorrindo.
No hospital Michael fez o mesmo, até que pegou no sono, e sonhou com ele e Lucy juntos...
************************************************************************************

Capítulo 7 - A feeling so true


–Eu sabia que você iria voltar logo, não consegue ficar longe de mim.- dizia Ryan para Lucy.
–Na verdade sentia falta da minha cama.
–Ah, é assim? Tudo bem então, estou indo embora.- dizia enquanto levantava da cama.
–Não Ry, você sabe que estou brincando. Fique aqui por favor.
Lucy chegou em casa na noite anterior, e logo de manhã ligou para Ryan ir vê-la, e ficaram a tarde inteira juntos na casa dela:
–Tem certeza que está tudo bem?
–Sobre o que?
–Sobre o show... eu e Michael...
–Lucy, por favor. Se você disse que não teve a intenção, acredito em você. Agora venha aqui, estava sentindo falta de te beijar.
Eles deitaram na cama e se beijavam, Ryan beijava seu pescoço e passava a mãe em seu corpo, mas ela começou a evitar beijos dele e se levantou:
–Qual é o problema Lu?
–Nenhum.
–Como nenhum? Está estranha desde essa manhã
que viu na TV notícia sobre o show. Se você quissese continuar lá com Michael, tudo bem por mim...
–Ryan para. É que, eu só...
–Você o que?
Lucy ficou quieta, Ryan sabia muito bem o que
vinha em seguida:
–Não está querendo dizer que ama ele, não é?
–Não sei.
Ryan levantou da cama, ficou andando de um lado para o outro com as mãos sobre a cabeça:
–Ryan, me escute: eu amo você, mais, eu não sei...acho que você merece algo melhor do que eu.
–Está querendo terminar comigo?
–Não, estou querendo dizer que quero um tempo. Só para colocar meus pensamentos em ordem.
–Desculpe Lu, mais essa coisa de tempo não existe para mim. Acho que você fazer o melhor para você. Se acha que Michael é o melhor, então fique com ele.
–Esse é o problema. Não sei qual é o melhor.Não quero magoar nenhum de vocês, mais já estou fazendo isso.- Ela sentou na beira da cama e começou a chorar. Ryan sentou de seu lado, ergueu seu rosto e
limpou suas lágrimas:
–Faça o que achar melhor. Eu aceitarei a sua decisão.
–Mas, tem certeza que não ficará bravo?
–Não, triste apenas. Mas eu te amo muito, e tenho que te deixar livre.
Lucy deu abraço nele:
–Ryan, eu sinto muito. Você vai encontrar alguém que te dê valor, alguém que você mereça, que te ame de verdade.
–Talvez eu não queira. Talvez eu queira só você. Lucy, seja qual for sua decisão, eu a aceitarei.- Ele se levantou e deu um beijo em sua testa.- Espero que seja feliz.
Meses depois Michael estava de volta, mais Lucy começou a dela semanas depois. Eles conversavam por telefone sempre que dava:
–Odeio turnês. Graças a Deus já estou de volta. Espero ve-lâ em breve Lu.
Assim que a turnê de Lucy acabou e ela já estava de volta, Michael a convidou para ir em Neverland. Michael a buscou em sua casa, e chegaram nos portões de Neverland uma carruagem os pegou:
–Nossa Michael, aqui é lindo mesmo.
–É sim, estava louco para te mostrar aqui. Hoje vamos fazer um tour por aqui, vou te mostrar tudo, e você vai andar nos brinquedos comigo.
–Desde que não sejam tão altos, por mim tudo bem.
Aquela tarde foi muito boa para reter todo o ''estresse'' da turnê. Eles visitaram o zoológico, andaram nos brinquedos. Eles estavam na beira de um dos lagos, fazendo um piquenique:
–Então Lucy, como vai seu relacionamento cm Ryan?
–Não te contei? Nós terminamos.
–Jura? Quando? Por que?
–Como você é cara de pau Mike, não sabe nem disfarçar que ficou feliz com a notícia.- Disse Lucy enquanto atacava uma uva nele.
–Não fiquei feliz, fiquei apenas...
–Tudo bem, você não precisa dar satisfação. Nós terminamos assim que voltei de sua turnê. Eu estava confusa e tudo mais.
–Ah, sinto muito. Sinto que metade da culpa disso foi por minha causa.
–Que isso, você não tem nada a ver com isso Mike.
–Bem, se você diz. Lucy, quero te fazer um convite: amanhã terei uma premiação de filmes para ir. Quer ser minha acompanhante?
–Ah Michael, me sinto honrada.- dizia enquanto estendia sua mão para ele, e Michael a beijou.
–Tudo bem, amanhã passo na sua casa as 9 para te buscar de limosine.
–Tudo bem.- Ela se levantou da grama e puxou Michael.- Vamos apostar corrida até aquela árvore? Quem perder tem que pular na piscina.
Então eles ficaram brincando por lá a tarde toda, como duas crianças. E depois ficaram observando o pôr-do-sol enconstados em uma árvore, Lucy com a cabeça encostada no colo de Michael. E ficaram assim, até ela cair em um sono.